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HUB MAT ENEM • Redação

Escreva com espaço para pensar.

Planeje, desenvolva e revise seu texto pelas cinco competências. O rascunho fica somente neste navegador; não há correção automática nem atribuição de nota.

PlanejamentoEscritaAutorrevisão5 competências

Propostas de escrita e exemplos comentados

Escolha uma proposta para estudar, leia os textos de apoio e planeje seu ponto de vista. Escreva uma primeira versão antes de abrir os exemplos comentados. Depois, use a comparação para revisar suas próprias escolhas.

Material de estudo original do HUBMAT. Os textos de apoio distinguem informações das fontes e situações fictícias. Os exemplos mostram possibilidades de escrita; desenvolva argumentos e formulações próprios.

  1. Leia e delimite: identifique o problema e o recorte do tema.
  2. Planeje e escreva: anote o tema escolhido em “Planejar antes de escrever”, formule uma tese e selecione argumentos.
  3. Compare e reescreva: observe o que mudou nas versões comentadas e revise seu texto.
  4. Confira o conjunto: verifique a ligação entre a tese, os argumentos e a intervenção; depois, revise a linguagem.
1 · Leitura

Desafios para ampliar o acesso à leitura no Brasil

Discutir como condições de funcionamento, acesso ao acervo e mediação em bibliotecas públicas e comunitárias podem aproximar pessoas da leitura. Distinguir oferta de livros, possibilidade de frequentar o espaço e participação dos leitores.

Defenda um ponto de vista sobre o tema em um texto dissertativo-argumentativo. Relacione os argumentos à sua tese e formule uma proposta de intervenção ligada ao problema, respeitando os direitos humanos.

Texto de apoio com fonte

O Ministério da Cultura informa que o Proler Bibliotecas oferece formação em mediação de leitura para bibliotecas públicas e comunitárias. A iniciativa pretende fortalecer esses espaços como locais de aprendizagem e participação social. Esse objetivo permite discutir o acesso à leitura como encontro entre acervos, pessoas preparadas para a mediação e diferentes trajetórias de leitores.

Fonte: Ministério da Cultura, “Proler Bibliotecas: iniciativa promove a leitura e a escrita no Brasil”, 3 de agosto de 2026. Consultada em 26/09/2026.

Caso fictício para análise

Caso fictício: uma biblioteca de bairro recebe livros novos, mas abre apenas enquanto parte dos moradores trabalha. A equipe propõe um encontro de leitura aos sábados; uma associação oferece ajuda, desde que o trabalho voluntário não substitua funcionários. Na reunião, jovens pedem títulos escolhidos com sua participação, e uma moradora solicita materiais acessíveis. A prefeitura precisa decidir como organizar horários, equipe e acervo. A situação permite discutir como responsabilidades públicas e participação comunitária podem se complementar.

Situação inventada para análise; não é evidência sobre uma comunidade real.

Planeje seu ponto de vista

  1. Que tese você defenderá sobre a relação entre oferta de livros, funcionamento dos espaços e formação de leitores?
  2. Escolha um obstáculo do caso fictício e explique como ele pode limitar o acesso. Que evidência seria necessária para saber se isso ocorre em outras localidades?
  3. Que ação poderia ser conduzida pela gestão municipal, com a colaboração da biblioteca e dos moradores, sem transferir a manutenção do serviço a voluntários? Indique finalidade e forma de acompanhamento.

Escreva sua primeira versão no editor ou em seu caderno. Depois, abra os exemplos e compare as escolhas de argumentação.

Escrever minha primeira versão

Comparar versões de um parágrafo e ler os comentários

Exemplos originais para estudo. A versão frágil contém problemas intencionais; a revisada mostra uma possibilidade de desenvolvimento.

Versão frágil para examinar

O acesso à leitura é um problema que precisa melhorar. As bibliotecas são importantes, por isso o governo deve investir. Também falta incentivo para ler. Portanto, com mais livros, tudo poderá ser resolvido e a sociedade terá um futuro melhor.

Uma versão revisada

No caso fictício apresentado, receber livros novos não basta se o horário da biblioteca impede parte dos moradores de frequentá-la. Essa incompatibilidade limita o uso do acervo, mesmo quando há interesse pela leitura. Por isso, a gestão municipal poderia consultar a comunidade e reorganizar turnos com uma equipe remunerada, enquanto a biblioteca promoveria encontros para apresentar obras e ouvir preferências. A associação de moradores colaboraria na divulgação, sem assumir a obrigação de manter o serviço. O acompanhamento da participação ajudaria a ajustar a proposta às condições locais, sem prometer uma solução imediata para todo o país.

O que mudou — e por quê

  1. C2, C3 · Recorte temático e explicação da relação causal

    A expressão “No caso fictício apresentado” delimita a ilustração. A revisão liga um horário incompatível à dificuldade de usar o acervo, em lugar de afirmar que livros novos resolveriam tudo. Ela desenvolve uma causa possível, sem transformar o caso inventado em evidência nacional.

  2. C4 · Referência e relação entre as frases

    “Essa incompatibilidade” retoma o conflito entre horário e disponibilidade dos moradores. “Por isso” conecta o obstáculo à proposta de reorganização. As expressões têm uma função identificável na sequência do argumento.

  3. C5 · Responsabilidades e acompanhamento da intervenção

    A gestão municipal consultaria os moradores e reorganizaria turnos; a biblioteca promoveria encontros; a associação ajudaria na divulgação. A finalidade é tornar a participação possível, e o acompanhamento serviria para ajustar a ação. Esses papéis tornam a proposta mais definida que o pedido genérico de investimento.

As siglas relacionam aspectos do exemplo à autorrevisão: C2, tema e tipo de texto; C3, organização dos argumentos; C4, coesão; C5, intervenção. Um comentário sobre um parágrafo não avalia o texto inteiro.

Agora, construa outra revisão

Reescreva o parágrafo frágil escolhendo outro obstáculo do caso: materiais acessíveis ou participação na escolha das obras. Explique uma consequência desse obstáculo e proponha uma ação compatível com ele. Desenvolva sua própria sequência de ideias, em vez de reproduzir a versão apresentada.

  1. Sublinhe sua tese e verifique se ela responde ao tema do acesso à leitura.
  2. Marque o que veio da fonte oficial e o que pertence ao caso fictício. Se acrescentar um fato externo, confira a fonte e identifique-a.
  3. Circule uma expressão que ligue duas ideias. Ao lado, explique o que ela retoma ou qual relação estabelece.
  4. Revise sua proposta para deixar visíveis agente, ação, forma de realização e finalidade.
Confira sua reescrita
  1. O parágrafo explica como o obstáculo escolhido afeta o acesso, em vez de apenas nomeá-lo?
  2. O exemplo fictício está identificado e as afirmações sobre o Brasil têm apoio suficiente?
  3. A ação proposta responde ao obstáculo discutido, com responsabilidades compreensíveis?
  4. Os conectivos expressam relações que realmente existem entre as frases?

Use os critérios para revisar seu texto e conversar com um professor ou colega. Eles não geram nota nem análise automática.

Ler um texto completo original e os comentários por parágrafo

Texto criado para esta oficina, não retirado de prova ou de redação de estudante. Não recebeu nota e não é apresentado como modelo único. Leia como cada parágrafo cumpre uma função e experimente outras escolhas de tese e organização.

Os quatro parágrafos são uma escolha didática deste exemplo, não uma exigência de estrutura para a prova. O tamanho na tela não equivale ao número de linhas da folha oficial.

Ampliar o acesso à leitura no Brasil exige pensar tanto na disponibilidade de obras quanto nas condições para utilizá-las. O Ministério da Cultura apresenta o Proler Bibliotecas como iniciativa de formação em mediação de leitura. Essa orientação ajuda a formular uma tese: ampliar acervos e aproximar as pessoas desses espaços são tarefas complementares, que precisam considerar as condições de cada comunidade.

Referência da segunda frase: Ministério da Cultura, 3 de agosto de 2026. Consultada em 26/09/2026.

Considere, como hipótese, uma biblioteca cujo horário coincide com o trabalho de potenciais frequentadores. Nesse caso, a chegada de novos livros não elimina a dificuldade de visitá-la. O exemplo não descreve todas as bibliotecas brasileiras; ele evidencia uma relação possível entre organização do serviço e acesso. Antes de definir uma mudança, seria necessário ouvir os moradores e conhecer os recursos disponíveis.

Além disso, a aproximação com o acervo pode envolver escolhas e diálogo. Em encontros voluntários de leitura, participantes poderiam apresentar interesses, discordar de interpretações e conhecer obras sugeridas por outras pessoas. A mediação, nessa proposta, não seria fiscalização de hábitos. Seu papel seria apoiar percursos diversos, inclusive com atenção a formatos acessíveis, para que a participação não dependesse de um único modo de ler.

Assim, a gestão municipal poderia organizar uma consulta aos usuários e àqueles que ainda não frequentam a biblioteca, articulada ao levantamento de horários, equipe e acervo. A partir disso, definiria, com os profissionais do espaço, ajustes de atendimento e encontros de leitura compatíveis com os recursos existentes. Ouvir os participantes e registrar dificuldades de acesso permitiria rever as ações. O objetivo seria ampliar possibilidades de participação, sem impor preferências literárias.

Leia as escolhas de cada parágrafo

  1. Parágrafo 1 · C2, C3

    O parágrafo delimita o tema e anuncia dois aspectos que serão relacionados: disponibilidade e condições de uso. A iniciativa oficial situa a discussão; ela não é usada como prova de eficácia nem como explicação de toda a realidade nacional. A tese é uma escolha argumentativa do autor.

  2. Parágrafo 2 · C3, C4

    A hipótese permite acompanhar a relação horário → dificuldade de visita, sem fabricar uma pesquisa. “Nesse caso” retoma a situação delimitada. A última frase prepara a necessidade de diagnóstico que aparecerá na intervenção. Uma redação com dados reais poderia desenvolver esse argumento de outra maneira, citando a evidência.

  3. Parágrafo 3 · C3, C4

    O desenvolvimento acrescenta uma dimensão à questão do horário: a participação nas atividades de leitura. Os verbos no condicional mostram uma proposta possível. “Além disso” amplia o argumento, e “nessa proposta” delimita o sentido atribuído à mediação, sem declarar que todas as iniciativas funcionam dessa forma.

  4. Parágrafo 4 · C4, C5

    A conclusão retoma os dois eixos da tese e atribui ações à gestão municipal e aos profissionais da biblioteca. Consulta, levantamento e acompanhamento explicam como decidir e revisar medidas. O objetivo é ampliar a participação respeitando escolhas. A proposta depende de um diagnóstico local; o texto não afirma que esses ajustes bastariam em qualquer cidade.

Experimente outra tese

Escreva uma tese diferente para o mesmo tema e indique qual parágrafo de desenvolvimento você teria de mudar para sustentá-la. Justifique a mudança em duas ou três frases.

2 · Educação midiática

Caminhos para fortalecer a leitura crítica de informações na sociedade brasileira

Formação para investigar a origem e o contexto de mensagens digitais, articulando escola, biblioteca e comunidade.

Defenda um ponto de vista sobre o tema em um texto dissertativo-argumentativo. Selecione um obstáculo à leitura crítica, explique seu funcionamento e proponha uma ação ligada ao problema discutido, respeitando os direitos humanos.

Texto de apoio com fonte

A Estratégia Brasileira de Educação Midiática, da Secom, propõe combinar formação crítica, diversidade de fontes e participação comunitária. O documento também recomenda formação continuada de educadores e projetos de produção de notícias nas escolas. Essas orientações permitem discutir a leitura crítica como prática de investigação e responsabilidade sobre o que se publica e compartilha.

Fonte: Secom/PR, 2ª Estratégia Brasileira de Educação Midiática, 2025, p. 23, 31–32. Paráfrase autoral. Consultada em 26/09/2026.

Caso fictício para análise

Em um bairro brasileiro, circula num grupo de mensagens a imagem de um aviso de fechamento da biblioteca. Uma estudante encontra o aviso completo e percebe que ele se referia a uma reforma já encerrada. Alguns moradores haviam repassado a imagem para ajudar os vizinhos; outros pedem que o grupo proíba qualquer notícia. A bibliotecária e um professor propõem encontros abertos para comparar documentos, recuperar datas e discutir como publicar uma correção sem constranger quem compartilhou.

Situação inventada para examinar decisões e argumentos; não é evidência sobre uma comunidade real.

Planeje seu ponto de vista

  1. Que diferença entre receber mensagens e ler criticamente orientará sua tese? Delimite um obstáculo que você pretende discutir.
  2. Como o aviso antigo do caso ajuda a explicar esse obstáculo, e o que você não pode generalizar a partir de uma situação fictícia?
  3. Que ação a escola e a biblioteca poderiam organizar com a comunidade, e como a equipe identificaria o que precisa ser revisto nessa atividade?

Escreva sua primeira versão no editor ou em seu caderno. Depois, abra os exemplos e compare as escolhas de argumentação.

Escrever minha primeira versão

Comparar versões de um parágrafo e ler os comentários

Exemplos originais para estudo. A versão frágil contém problemas intencionais; a revisada mostra uma possibilidade de desenvolvimento.

Versão frágil para examinar

As pessoas acreditam em tudo que aparece na internet e, por isso, a sociedade fica desinformada. O governo precisa conscientizar todo mundo com campanhas. Assim, as notícias falsas vão acabar e ninguém mais será enganado pelas mensagens.

Uma versão revisada

A leitura crítica exige examinar como uma informação foi produzida e em que contexto circula. No caso fictício da biblioteca, conferir o aviso completo permite distinguir um fechamento antigo de uma situação atual, sem atribuir má-fé a todos os moradores. Por isso, a escola e a biblioteca poderiam organizar oficinas em horários combinados com a comunidade, nas quais os participantes comparassem fontes e justificassem suas conclusões. A equipe poderia registrar as dificuldades de verificação e rever os encontros a partir delas. Assim, a proposta oferece oportunidades de aprendizagem, sem prometer eliminar toda desinformação.

O que mudou — e por quê

  1. C2 · Compreensão e delimitação do tema

    O texto frágil reduz o tema a notícias falsas. A revisão examina também a circulação de um aviso verdadeiro, porém antigo. Esse recorte mostra por que ler criticamente envolve relacionar conteúdo e contexto, em vez de apenas classificar uma mensagem como verdadeira ou falsa.

  2. C3 · Desenvolvimento do argumento

    A generalização de que as pessoas acreditam em tudo foi retirada. A revisão explica uma relação concreta: recuperar o aviso completo permite reconhecer o contexto antigo. O caso fictício ilustra esse raciocínio; não comprova como a população brasileira se comporta.

  3. C5 · Intervenção ligada ao problema

    A revisão nomeia responsáveis, organiza a atividade de comparação de fontes e prevê horários combinados com os participantes. O registro das dificuldades permite ajustar os encontros. Esses detalhes tornam a ação discutível e realizável em escala local, sem garantir que a desinformação desaparecerá.

As siglas relacionam aspectos do exemplo à autorrevisão: C2, tema e tipo de texto; C3, organização dos argumentos; C4, coesão; C5, intervenção. Um comentário sobre um parágrafo não avalia o texto inteiro.

Agora, construa outra revisão

Reescreva o parágrafo frágil propondo uma ação diferente das oficinas do exemplo revisado. Explique como ela ajudaria a examinar uma mensagem, indique quem a realizaria e preserve o caráter fictício do caso. Depois, destaque a passagem que justifica a ação e revise qualquer promessa de resultado garantido.

Confira sua reescrita
  1. Expliquei o risco de retirar uma mensagem do contexto sem afirmar que todas as pessoas agem da mesma forma?
  2. Indiquei responsável, atividade concreta, meios e objetivo ligado à leitura crítica?
  3. Distingui o conteúdo da fonte oficial, a ilustração fictícia e a proposta que estou defendendo?

Use os critérios para revisar seu texto e conversar com um professor ou colega. Eles não geram nota nem análise automática.

3 · Desperdício de alimentos

Caminhos para reduzir o desperdício de alimentos nas cidades brasileiras

Examinar prevenção do descarte no comércio urbano e coordenação de responsabilidades entre comerciantes, gestão municipal e comunidade. Distinguir a prevenção de desperdício da eventual destinação de excedentes próprios para consumo.

Defenda um ponto de vista sobre o tema em um texto dissertativo-argumentativo. Relacione os argumentos à sua tese e formule uma proposta de intervenção ligada ao problema, respeitando os direitos humanos.

Texto de apoio com fonte

A II Estratégia Intersetorial para a Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, publicada pelo MDS e pela Caisan, propõe planejamento, capacitação e diagnósticos locais. O documento inclui ações no comércio e no consumo e destaca a atuação das cidades. Essas diretrizes permitem discutir como prevenção e coordenação entre diferentes agentes podem orientar respostas ao problema.

Fonte: MDS/Caisan, “II Estratégia Intersetorial para a Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos no Brasil”, 2025, páginas 41, 43–44 e 47–50. Consultada em 26/09/2026.

Caso fictício para análise

Caso fictício: comerciantes de uma feira relatam descartar alimentos ao fim do expediente, mas ainda não registram quais produtos nem as razões do descarte. Uma associação quer recolher excedentes para doação; falta combinar transporte e avaliação das condições dos alimentos. A prefeitura propõe uma campanha para as famílias. Os feirantes apoiam a divulgação, porém pedem também orientação para planejar compras e armazenar produtos. A reunião precisa conciliar prevenção, organização do comércio e responsabilidade compartilhada.

Situação inventada para análise; não é evidência sobre uma comunidade real.

Planeje seu ponto de vista

  1. Que tese relaciona prevenção do descarte e cooperação entre comércio, poder público e moradores, sem atribuir a responsabilidade a um único grupo?
  2. Na feira fictícia, por que registrar produtos e causas do descarte deveria anteceder a escolha das ações? Diferencie uma informação necessária de uma suposição.
  3. Que ação preventiva você proporia e como repartiria suas responsabilidades? Se incluir doação, que condições precisariam ser verificadas para destiná-la apenas a alimentos próprios para consumo?

Escreva sua primeira versão no editor ou em seu caderno. Depois, abra os exemplos e compare as escolhas de argumentação.

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Comparar versões de um parágrafo e ler os comentários

Exemplos originais para estudo. A versão frágil contém problemas intencionais; a revisada mostra uma possibilidade de desenvolvimento.

Versão frágil para examinar

O desperdício de alimentos nas cidades precisa acabar. As pessoas devem ter consciência, e a prefeitura deve fazer campanhas. Também é importante doar o que sobra. Dessa maneira, haverá menos problemas e todos poderão viver melhor.

Uma versão revisada

Na feira fictícia, a campanha dirigida às famílias não esclarece as causas do descarte dentro do comércio. Sem esse diagnóstico, uma ação educativa pode deixar de enfrentar compras excessivas ou dificuldades de armazenamento, que precisariam ser verificadas. A gestão municipal poderia oferecer orientação aos feirantes, e estes registrariam produtos e motivos do descarte para ajustar suas decisões. Se houvesse excedentes próprios para consumo, a doação dependeria de avaliação e logística adequadas. Assim, prevenir o desperdício orientaria o planejamento, enquanto doar seria uma medida complementar, com responsabilidades definidas.

O que mudou — e por quê

  1. C2, C3 · Recorte urbano e tratamento das hipóteses

    A revisão concentra o argumento nas decisões da feira fictícia. Compras excessivas e dificuldades de armazenamento aparecem como causas a verificar, não como resultados de uma pesquisa inexistente. Isso permite explicar o problema e justificar a coleta de informações, em lugar de atribuir tudo à falta de consciência.

  2. C4 · Retomada, condição e conclusão

    “Sem esse diagnóstico” retoma a necessidade de conhecer as causas do descarte. “Se” torna a doação condicionada à existência de excedentes próprios para consumo. “Assim” introduz a síntese do argumento, em que planejamento e doação têm funções diferentes.

  3. C5 · Intervenção ligada ao problema explicado

    A gestão municipal ofereceria orientação, e os feirantes fariam registros para ajustar suas decisões. Agentes, ação e finalidade se conectam ao diagnóstico discutido. A eventual doação deixa de ser uma ordem para destinar qualquer sobra ao consumo: exige avaliação e logística adequadas.

As siglas relacionam aspectos do exemplo à autorrevisão: C2, tema e tipo de texto; C3, organização dos argumentos; C4, coesão; C5, intervenção. Um comentário sobre um parágrafo não avalia o texto inteiro.

Agora, construa outra revisão

Reescreva o parágrafo frágil usando o caso da feira. Construa seu argumento a partir da diferença entre uma campanha geral e uma ação orientada por informações locais. Explique uma relação causal e uma medida preventiva. Se mencionar doação, restrinja a proposta a excedentes avaliados como próprios para consumo.

  1. Identifique a decisão que você pretende melhorar e explique como ela se relaciona com o descarte.
  2. Marque as causas que ainda precisam ser verificadas, para não apresentá-las como fatos demonstrados.
  3. Confira se a proposta indica quem fará o quê, com qual finalidade e que informação ajudará a acompanhar a ação.
  4. Revise as ligações entre as frases e retire conclusões que prometam resolver problemas não discutidos no parágrafo.
Confira sua reescrita
  1. Meu argumento permanece no tema do desperdício urbano ou muda de assunto sem explicar a relação?
  2. Diferenciei prevenção e destinação de excedentes, sem tratar doação como solução automática?
  3. A proposta distribui responsabilidades e decorre do problema que expliquei?
  4. O caso continua identificado como fictício, e minhas hipóteses estão distinguidas das informações da fonte?

Use os critérios para revisar seu texto e conversar com um professor ou colega. Eles não geram nota nem análise automática.

4 · Acessibilidade cultural

Desafios para ampliar a participação de pessoas com deficiência em espaços culturais no Brasil

Acesso às obras e à comunicação em exposições, com participação das pessoas com deficiência no planejamento dos recursos.

Defenda um ponto de vista sobre o tema em um texto dissertativo-argumentativo. Relacione uma barreira concreta à participação cultural e proponha uma ação que considere a autonomia e a diversidade das pessoas com deficiência, respeitando os direitos humanos.

Texto de apoio com fonte

Uma notícia da Câmara Municipal de Salvador relata uma oficina de preparação de equipes para receber pessoas com deficiência em instituições museais. A atividade, conduzida por uma gestora cultural cadeirante, abordou acesso físico, comunicação e contato com as obras. O relato oferece um exemplo de formação profissional, mas não mede seus efeitos sobre a participação do público.

Fonte: Câmara Municipal de Salvador, notícia publicada em 25 de setembro de 2024. Paráfrase autoral. Consultada em 26/09/2026.

Caso fictício para análise

Um centro cultural de uma cidade brasileira instala uma rampa na entrada, mas mantém vídeos sem legendas e sem audiodescrição. Durante uma visita de planejamento, uma participante surda pede acesso às falas, enquanto um participante cego pergunta como conhecer as imagens. A equipe de mediação quer adaptar a exposição; a coordenação precisa organizar custos e prazos. Um coletivo de pessoas com deficiência propõe colaborar na escolha dos recursos e avaliar uma versão inicial antes da próxima mostra.

O centro cultural e a situação são inventados. As pessoas do exemplo não representam todas as preferências e necessidades de pessoas com deficiência.

Planeje seu ponto de vista

  1. Qual barreira do caso você priorizará, e por que ela limita a participação mesmo quando existe uma rampa na entrada?
  2. Como você explicará a relação entre acesso ao espaço e acesso ao conteúdo, sem tratar todas as pessoas com deficiência como um público com necessidades idênticas?
  3. Que responsabilidades caberiam à coordenação, aos profissionais contratados e aos visitantes consultados? Como sua proposta organizaria recursos e revisão antes da exposição?

Escreva sua primeira versão no editor ou em seu caderno. Depois, abra os exemplos e compare as escolhas de argumentação.

Escrever minha primeira versão

Comparar versões de um parágrafo e ler os comentários

Exemplos originais para estudo. A versão frágil contém problemas intencionais; a revisada mostra uma possibilidade de desenvolvimento.

Versão frágil para examinar

A cultura é importante e todos deveriam frequentar museus. Para incluir as pessoas com deficiência, basta colocar rampas e fazer uma campanha convidando esse público. Com essas medidas, todos terão as mesmas condições de aproveitar qualquer exposição.

Uma versão revisada

A participação cultural depende também do acesso às obras e à comunicação. No centro cultural fictício, instalar uma rampa não resolve a ausência de recursos nos vídeos. Por isso, a coordenação poderia reservar recursos para contratar profissionais de legendagem e audiodescrição, enquanto a equipe de mediação organizaria uma consulta com visitantes surdos e cegos, nos formatos de comunicação indicados por eles. Suas contribuições ajudariam a definir prioridades e revisar uma versão inicial dos materiais antes da exposição. A divulgação dos recursos disponíveis permitiria planejar a visita, sem presumir que uma adaptação atenda a todas as pessoas.

O que mudou — e por quê

  1. C2 · Recorte da participação cultural

    A revisão delimita o tema ao acesso às obras e à comunicação em uma exposição. Assim, desenvolve um aspecto da participação cultural que a expressão genérica de que a cultura é importante deixava sem explicação. Esse recorte não pretende abranger todas as barreiras existentes.

  2. C3 · Coerência entre barreira e resposta

    No texto frágil, a rampa é apresentada como solução suficiente para qualquer exposição. A revisão mostra por que essa medida não responde às falas e imagens dos vídeos. O argumento conecta uma barreira específica ao recurso proposto e abandona a promessa de atendimento igual para todos.

  3. C5 · Planejamento com participação e autonomia

    A coordenação reserva recursos e contrata profissionais; a mediação organiza a consulta; os visitantes contribuem para prioridades e revisão. A escolha dos formatos de comunicação pelos participantes torna a escuta mais concreta. A consulta orienta o trabalho técnico, sem transferir aos visitantes a obrigação de produzir as adaptações.

As siglas relacionam aspectos do exemplo à autorrevisão: C2, tema e tipo de texto; C3, organização dos argumentos; C4, coesão; C5, intervenção. Um comentário sobre um parágrafo não avalia o texto inteiro.

Agora, construa outra revisão

Reescreva o parágrafo frágil priorizando outra barreira de uma exposição, como textos explicativos difíceis de compreender. Identifique a barreira, explique uma consequência e proponha uma medida planejada com as pessoas afetadas. Depois, revise quem executará a ação, como o público será ouvido e quais limites permanecem.

Confira sua reescrita
  1. Minha proposta responde à barreira que expliquei, em vez de apresentar uma adaptação como solução universal?
  2. Indiquei responsáveis e meios para produzir e revisar o recurso, sem exigir que os visitantes façam gratuitamente o trabalho técnico?
  3. Mantive a autonomia dos participantes e distingui o caso inventado de um diagnóstico sobre os espaços culturais brasileiros?

Use os critérios para revisar seu texto e conversar com um professor ou colega. Eles não geram nota nem análise automática.

Leve a revisão para o seu texto

Explique, com suas palavras, uma mudança que fortaleceu seu argumento. Confira se o exemplo ou a fonte realmente sustenta a ideia defendida e se a intervenção responde ao problema desenvolvido. Revise também concordância, pontuação e ortografia.

Continuar minha escrita

Referência para a orientação geral de escrita: Inep — apresentação da Cartilha do Enem 2026, consultada em 26/09/2026. Os comentários desta oficina são didáticos e não atribuem pontuação.

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